
Aborto e defesa da vida
Bater-se pela causa da Vida é um dever de consciência de todo o intelectual cristão e mormente dos sócios do CADC.
Na perspectiva de mais um referendo sobre a liberalização do aborto, agendado para 11 de Fevereiro de 2007, o CADC não pode deixar de contribuir para o esclarecimento das consciências acerca das implicações de tal acto, tal como foi preconizado recentemente pela Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa.
Reunimos, por isso, nesta secção, opiniões expressas pelo Papa João Paulo II e por Madre Teresa de Calcutá, uma nota pastoral da Conferência Episcopal, as declarações do Bispo da nossa diocese e disponibilizamos ainda os artigos publicados acerca deste tema na revista ESTUDOS.

O mesmo médico perante uma mulher grávida de 30 semanas tanto admite ter um como dois pacientes (Não é anedota!):
O jornalista Josep-Manuel Silva Alcalde perguntou a um médico espanhol detentor de uma clínica de abortos o que faria perante uma mulher grávida de 30 semanas que quisesse abortar. O médico respondeu-lhe que, nesse caso, a sua paciente era a mulher, e que, por isso, a sua obrigação como médico era a de velar pelos interesses da sua paciente. Por outro lado, se se tratasse de fazer um parto, então teria já dois pacientes (a mulher e a criança), pelo que a sua actuação seria completamente diferente...
O jornalista ficou sem palavras: "Fiquei, na verdade, sem saber o que dizer".
O que já fizeram os partidários da defesa da vida (e opositores ao aborto) depois do último referendo?
Conheça aqui algumas das muitas instituições e associações criadas particularmente para apoiarem a mulher grávida, o nascituro e o recém-nascido »»»
Resta perguntar: o que fizeram os apoiantes do aborto pelas mulheres, pelos jovens, pelos recém-nascidos?
Realidade da vida intra-uterina, com o Doutor Carlo Bellieni (em castelhano):
http://www.mscperu.org/matrimofam/1matrimonio/embarazo/vida_intrauterina_entrev.htm

Conhece a actual lei portuguesa sobre o aborto?
A lei em vigor em Portugal já permite o aborto nos seguites casos (artº 142º do Código Penal):
Até às 12 semanas, por indicação médica, para salvaguardar a saúde física ou psíquica da mãe.
Até às 16 semanas, quando a gravidez resultou de um crime contra a liberdade e autodeterminação sexual (violação, abuso de menores, etc.)
Até às 24 semanas, quando houver razões para crer* (não é preciso ter certezas!) que a criança venha a nascer com alguma deficiência ou má formação congénita (cegueira, surdez, trissomia 21...)
-
Em todo o tempo da gravidez, quando a gravidez representa um perigo para a vida ou a saúde da mãe.
Com a vitória do SIM, será permitido destruir um coração que já bate
até às 10 semanas
porque sim...
em estabelecimento público;
sem listas de espera;
-
grátis, i. e., pago pelo mesmo Estado que encerrou Escolas, Maternidades, Urgências, Centros de Saúde, e se recusa a financiar cuidados de saúde primários, medicamentos básicos e essenciais, intervenções cirúrgicas de primeira necessidade, a saúde oral, em geral, e se recusa ainda a apoiar as famílias com subsídios, abonos e benefícios fiscais satisfatórios, em vez da miséria actual que só serve para se demonstrar aos nossos parceiros europeus que em Portugal esses apoios também têm nome.
Consulte aqui a lei actual »»»

Algumas remissões para páginas na internet
Se quiser aprofundar esta matéria na internet, aconselhamo-lo a consultar as conexões disponibilizadas nas páginas web das seguintes associações:
1. A recém-apresentada plataforma Não Obrigada
2. Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família
3. APFN - Associação Portuguesa de Famílias Numerosas
4. Juntos pela vida
5. Não deixe de visitar a interessantíssima plataforma espanhola recentemente criada "La Vida Importa" » » »
Uma lista mais completa de remissões electrónicas sobre esta temática encontra-se disponível na nossa secção de conexões »»»
Agarrado à vida!
No início de Novembro de 1999 o bebé Samuel Armas de 21 semanas de gestação foi operado dentro do útero da mãe, pois sofria de espinha bífida. A operação foi realizada na Universidade de Vanderbilt em Nashville, Tenessee, EUA pelo Dr. Joseph Bruner. Em determinado momento o Samuel deitou a mão de fora do útero e agarrou o dedo do médico...

Veja aqui a emocionante história de Tony Melendez, um homem que, nos dias de hoje, nunca teriam deixado viver.
CAMINHADA PELA VIDA EM LISBOA
DOMINGO, 28 DE JANEIRO DE 2007
IMAGENS DE UMA DIMENSÃO QUE AS TELEVISÕES SE RECUSARAM A MOSTRAR
IMAGENS DA AGÊNCIA REUTERS
(É LAMENTÁVEL TERMOS QUE RECORRER A IMAGENS ESTRANGEIRAS PARA TERMOS UMA NOÇÃO OBJECTIVA DA REALIDADE, MAS ASSIM ESTÁ A NOSSA COMUNICAÇÃO SOCIAL...)
Não soube do mundo
Era tão pequeno
que ninguém o via.
Dormia sereno
enquanto crescia.
Sem falar, pedia
- porque era semente -
ver a luz do dia
como toda a gente.
Não tinha usurpado
a sua morada.
Não tinha pecado.
Não fizera nada.
Foi sacrificado
enquanto dormia,
esterilizado
com toda a mestria.
Antes que a tivesse,
taparam-lhe a boca
- tratado, parece,
qual bicho na toca.
Não soltou vagido.
Não teve amanhã.
Não ouviu "Querido"...
Não disse "Mamã"...
Não sentiu um beijo.
Nunca andou ao colo.
Nunca teve o ensejo
de pisar o solo,
pezito descalço,
andar hesitante,
sorrindo no encalço
do abraço distante.
Nunca foi à escola,
de sacola ao ombro,
nem olhou estrelas
com olhos de assombro.
Crianças iguais
à que ele seria,
não brincou com elas
nem soube que havia.
Não roubou maçãs,
não ouviu os grilos,
não apanhou rãs
nos charcos tranquilos.
Nunca teve um cão,
vadio que fosse,
a lamber-lhe a mão
à espera do doce.
Não soube que há rios
e ventos e espaços.
E invernos e estios.
E mares e sargaços.
E flores e poentes.
E peixes e feras -
as hoje viventes
e as de antigas eras.
Não soube do mundo.
Não viu a magia.
Num breve segundo,
foi neutralizado
com toda a mestria.
Com as alvas batas,
máscaras de entrudo,
técnicas exactas,
mãos de especialistas
negaram-lhe tudo
( o destino inteiro...)
- porque os abortistas
nasceram primeiro.
(Renato de Azevedo)

Imagem tirada no final do primeiro mês de gravidez.
O embrião tem cerca de 1 cm de comprimento.
aos 8 dias (1 semana)
O bebé produz uma hormona, que suprime o período menstrual da mãe. A primeira célula cerebral do bebé aparece.
aos 18 dias
O coração do bebé começa a bater e já se lhe poderia fazer um electrocardiograma (ECG).
aos 20 dias
O coração do bebé está num estado avançado de formação. Os seus olhos começam a formar-se e o seu cérebro, coluna e sistema nervoso estão praticamente completos.
às 4 semanas
Os musculos do bebé desenvolvem-se e os seus braços e pernas já são visíveis. O bébé neste momento está já 10.000 vezes maior que o seu tamanho inicial.
às 5 semanas
O sangue que corre nas veias do bebé é diferente do sangue da mãe. A hipófise forma-se e a sua boca, orelhas e nariz começam a delinear-se.
às 6 semanas
A cartilagem do esqueleto do bebé está completamente formada e começa a ossificar. O cordão umbilical desenvolveu-se. O cérebro do bebé coordena o movimento.
às 7 semanas
Os lábios do bebé são sensíveis ao toque e as suas orelhas têm semelhanças com padrões familiares. Os primeiros neurónios totalmente desenvolvidos (células nervosas) aparecem na medula-espinal, começando a construção do tronco cerebral, que é uma parte importante do cérebro (porque regula as funções vitais). É nesta altura que os cientistas registam a primeira actividade cerebral.
às 8 semanas
O bebé está bem proporcionado, com cerca de 35 gramas e 4 cm. Todos os órgãos estão presentes, completos e a funcionar (excepto os pulmões). O coração bate. O estômago produz sucos gástricos. O fígado fabrica células sanguíneas. Os rins estão a funcionar. O gosto começa a formar-se. O estímulo do som de palmas leva o bebé a movimentar os braços. Das 45 gerações de duplicações celulares que terão lugar até à idade madura, 2/3 já ocorreram. O bebé tem agora cerca de um bilião de células. Tem, também, mais informação genética do que todas as palavras pronunciadas por todos os seres que alguma vez viveram desde o princípio da espécie humana.
às 9 semanas
O bebé fechará as mãos à volta de um objecto posto na sua mão. As unhas estão a formar-se e chucha nos polegares.
às 10 semanas
O corpo do bebé é sensível ao toque. Faz caretas e abre e fecha os olhos.