|
|
|
|
Bispo Auxiliar Porto
Assistente eclesiástico do CADC nomeado Bispo Auxiliar da Diocese do PortoS.S. Bento XVI nomeou como novo Bispo Auxiliar do Porto o Cón. João Lavrador, assistente eclesiástico do CADC e Pró-Vigário Geral da Diocese de Coimbra. A ordenação episcopal terá lugar no dia 29 de Junho, às 16h00, na Sé Nova de Coimbra. Preside D. Albino Cleto, Bispo de Coimbra, e serão consagrantes D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, e D. João Alves, Bispo Emérito de Coimbra. O lema episcopal será «Tu Segue-Me» (Jo.21,22).
Saudação de D. João Lavrador ao Bispo do Porto e à Diocese do Porto«Tu Segue-Me» - Jo.21,22
Nesta hora em que, na minha pessoa, o Senhor Jesus Cristo, por intermédio do Santo Padre, continua a chamar apóstolos para a sua Igreja, sinto de forma viva e renovada o apelo do Senhor que ao longo do exercício do sacerdócio sempre norteou a minha acção e que hoje tomo como meu lema para a nova tarefa a que sou chamado através do ministério apostólico do episcopado: «Tu segue-Me».
Na confiança única e exclusiva que coloco na acção da Graça divina, brotam do meu coração as palavras do Apóstolo: «Bendito seja Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, do alto dos céus, nos abençoou com toda a espécie de bênçãos espirituais em Cristo (…) N´Ele é que fomos escolhidos, predestinados conforme o desígnio d’Aquele que tudo opera segundo a decisão da Sua vontade, para servir à celebração da Sua glória» (Ef. 1, 3-12).
Por decisão de Sua Santidade Bento XVI, irei exercer o ministério episcopal como auxiliar do Senhor Bispo do Porto. Saúdo o Senhor Dom Manuel Clemente a quem prometo a minha lealdade e inteira disponibilidade para colaborar com o seu ministério Episcopal. É muito gratificante e causa de profunda alegria poder auxiliar o Bispo a quem todos reconhecem as mais elevadas competências no desempenho do seu múnus pastoral. Suplico-lhe que me ajude a ser apóstolo segundo o coração de Deus.
Saúdo o Senhor Dom João Miranda e o Senhor Dom António Taipa, Bispos Auxiliares do Porto. Estou seguro que posso contar com o seu acolhimento, com a sua amizade e com o enriquecimento da sua experiência apostólica.
Saúdo o Senhor Dom Armindo Lopes Coelho, Bispo Emérito do Porto e o Senhor Dom Júlio Tavares Rebimbas, Arcebispo - Bispo Emérito do Porto de quem espero aprender da sua sabedoria apostólica e para quem rogo as melhores bênçãos de Deus. Saúdo igualmente os Senhor Bispo Emérito, Senhor Dom Manuel Martins, e o Senhor Arcebispo Emérito Dom Manuel Vieira Pinto, naturais da diocese do Porto e, actualmente, aí a residir, a quem nos habituámos a admirar pela acção desenvolvida e que muito me ajudarão, estou certo, no contacto com as suas virtudes apostólicas.
Na pessoa do Senhor Bispo do Porto, saúdo a Diocese do Porto. Saúdo os Senhores Cónegos, demais sacerdotes e seminaristas a quem imploro a melhor compreensão para as minhas limitações e a quem prometo a dedicação total de mim próprio na missão a que o Senhor me convida. Irei aprender convosco a melhor servir o Povo de Deus no ministério apostólico. Do mesmo modo saúdo os religiosos, religiosas, consagrados, e leigos empenhados apostolicamente na vida das comunidades cristãs, de quem espero a exigência mútua da corresponsabilidade na missão de servir o Evangelho, transmitindo-o à sociedade, e do testemunho da comunhão eclesial.
Saúdo os irmãos de outras Igrejas Cristãs e membros de outras Confissões Religiosas a quem prometo o meu empenho no diálogo franco e aberto. Saúdo todas as autoridades públicas, civis, religiosas, académicas e militares, a quem desejo oferecer a minha colaboração no respeito e na defesa da dignidade da pessoa humana e na promoção dos autênticos valores que devem nortear a vida da sociedade.
À maneira de Jesus Cristo, o Bom Pastor, quero estar no meio de vós como quem serve. E, como recomenda o Apóstolo, por causa do Evangelho, quero exercer o meu ministério fazendo-me tudo para todos (cfr. 1Cor. 9, 22).
Ajudai-me a ser o Bispo que a Igreja espera de mim, o Bom Pastor que, configurado com Cristo na santidade de vida, total e generosamente dedicado à missão que lhe é confiada, tenha, ao mesmo tempo, a solicitude por todas as Igrejas espalhadas pela terra (cfr. 2Cor.11,28).
Entrego o meu ministério episcopal à Santíssima Virgem, Nossa Senhora da Assunção, Mãe de Deus, Mãe da Igreja e Rainha dos Apóstolos. Com Ela quero louvar o Senhor pela manifestação da Sua misericórdia e com Ela quero aprender os caminhos sempre novos da Evangelização.
Saudação de D. João Lavrador na sua ordenação episcopal
A ordenação episcopal de D. João Lavrador, o novo Bispo Auxiliar do Porto, teve lugar no dia 29 de Junho, na Sé Nova de Coimbra, com a catedral repleta de crentes. Presidiu D. Albino Cleto, Bispo de Coimbra, e foram consagrantes D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, e D. João Alves, Bispo Emérito de Coimbra. No final, D. João Lavrador dirigiu a seguinte alocução: Dou graças a Deus Pai que no Seu Filho Jesus Cristo e com a actuação do Espírito Santo me julgou digno de confiança, chamando-me ao ministério (cfr. 1Tim. 1, 12). É grande e profundo este mistério que nos toca quando Jesus Cristo, apesar das nossas deficiências e limitações, toma a iniciativa de nos chamar a partilhar com Ele da vida Trinitária e da missão de renovar todas as coisas mediante o anuncio do Evangelho. Hoje, Jesus Cristo convida-me a apascentar o seu rebanho. Faz-me participar do seu Ser Pastor. «Aquele que dá a vida pelas suas ovelhas» (Jo.10, 11). A força do convite que me é dirigido, através das palavras «Tu, Segue-Me» (Jo.21,22), encontram toda a expressão neste contexto apresentado por Jesus Cristo. Dar a vida pelas Suas ovelhas, as que pertencem ao redil e as que estão fora (cfr. Jo. 10, 16): eis a missão de que sou investido. «Para que tenham vida e a tenham em abundância» (Jo.10, 10). Sinto, nesta hora, especialmente dirigidas a mim próprio as palavras de João Paulo II que dizem «Cristo é o ícone original do Pai e a manifestação da sua presença misericordiosa entre os homens. O Bispo, agindo em lugar e em nome de Cristo, torna-se, na Igreja a ele confiada, sinal vivo do Senhor Jesus, Pastor e Esposo, Mestre e Pontífice da Igreja. Aqui está a fonte do ministério pastoral, pelo que (…) a tríplice função de ensinar, santificar e governar o Povo de Deus deve ser exercida com os traços característicos do Bom Pastor: caridade, conhecimento do rebanho, solicitude por todos, acção misericordiosa pelos pobres, peregrinos e indigentes, busca das ovelhas perdidas para reconduzi-las ao único redil» (PG, 7).
Quero despertar o Verbo Eterno de Deus em todos os que andam sobrecarregados e oprimidos para que, através da minha humilde pessoa, Ele possa dizer-lhes: «Vinde a mim vós todos que andais sobrecarregados que eu vos aliviarei» (Mt.11,28).
Vejo nestas palavras do saudoso Papa João Paulo II as linhas força do meu programa de vida episcopal.
Tal como Salomão, imploro de Deus a verdadeira Sabedoria e Inteligência (cfr. 2Cron. 1,10) para poder discernir a vontade de Deus presente nos Sinais dos Tempos.
Tenho a graça de celebrar a minha ordenação episcopal no início do ano Paulino. É graça, incentivo e missão. Tal como Paulo, no início da Igreja, fiel ao chamamento divino, soube rasgar novos horizontes na caminhada cristã e interpelar sabiamente, com os dinamismo do Evangelho, as culturas dominantes de então, imploro o seu auxílio para que me assista na obra evangelizadora da Igreja, que é de sempre na fidelidade ao único Salvador Jesus Cristo, mas que se quer sempre renovada nos seus métodos, no seu ardor e no seu ímpeto.
Agradeço em primeiro lugar ao Santo Padre pela confiança que em mim depositou. Peço ao Representante do Senhor Núncio Apostólico, a quem agradeço a sua presença, que faça presente junto do Santo Padre a minha gratidão e o meu sincero desejo de fidelidade ao Sucessor de Pedro e de viver a colegialidade episcopal em comunhão apostólica. Agradeço ao Senhor Dom Albino Cleto, Bispo de Coimbra, tudo o que desta diocese e da sua pessoa eu recebi, o exemplo de Pastor dedicado e amigo, o empenho que colocou na preparação desta celebração e o ter-se dignado presidir à minha ordenação episcopal. Igualmente agradeço ao Senhor Dom João Alves, Bispo Emérito de Coimbra, que me orientou na maior parte da minha vida sacerdotal e me confiou grande parte das tarefas que exerci nesta diocese de Coimbra, obrigado pela sua amizade e estimulo, e por se ter dignado aceitar o convite para ser ordenante nesta celebração. Agradeço ao Senhor Dom Manuel Clemente a confiança que em mim depositou ao aceitar a nomeação da minha pessoa para o ajudar no seu ministério episcopal, na Diocese do Porto, e a alegria que me deu em ser ordenante na minha ordenação episcopal. Peço a Vossa Ex.cia Rev.ma e a todo o Povo de Deus da Diocese do Porto, a quem renovo a minha saudação, que me ajudem no novo caminho de serviço que hoje começo. Agradeço a presença do Senhor Arcebispo Primaz de Braga e Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, testemunho-lhe a minha disponibilidade para colaborar fiel e lealmente nos trabalhos da Conferência Episcopal. Agradeço aos Senhores Bispos que se disponibilizaram para estarem presentes e manifestarem de modo sensível a comunhão apostólica. Igualmente agradeço as mensagens de todos os membros do Episcopado Português que me testemunharam a sua união nesta hora. Agradeço aos Senhores Cónegos de Coimbra e do Porto, tal como aos Senhores Padres de Coimbra, do Porto e de outras dioceses, estou grato pelo muito que recebi e peço que me acolham, agora, noutra família sacerdotal, com a qual quero continuar a aprender e a dar o melhor de mim próprio. Agradeço a presença de todos os consagrados e leigos que quiseram participar na minha alegria. Agradeço a presença das autoridades académicas, civis e militares. Agradeço a presença de homens e mulheres com responsabilidades na comunicação social. Agradeço às pessoas e instituições que me formaram e que servi: os seminários diocesanos de Coimbra, a Universidade Pontifícia de Salamanca, o ISET de Coimbra, a paróquia de Pombal, o Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil e o Movimento dos Convívios Fraternos, o colégio de S. José das Irmãs Dominicanas, o CNE de Coimbra, a Pastoral Universitária e do Ensino Superior, O Instituto Universitário Justiça e Paz, o Centro Académico de Democracia Cristã, a Vigaria Geral, o Carmelo de Santa Teresa de Coimbra, as Auxiliares do Apostolado, a Comissão Episcopal da Cultura, dos Bens Culturais e das Comunicações Sociais, os movimentos de casais, CPM e outros movimentos laicais e serviços. Agradeço a todos os que prepararam a celebração da minha ordenação, à comissão que se organizou para o efeito, ao grupo coral, na pessoa do Padre Dr. Manuel Frade, aos seminaristas, à Doutora Emília Nadal, ao Padre Alberto, ao Padre João Marcos, ao Padre Dr. José Moço e ao Padre António Nogueira, que se empenharam prontamente na realização dos sinais episcopais e nos arranjos para esta celebração. Igualmente agradeço à Gráfica de Coimbra e à Sé Nova pelo seu empenho na preparação deste acto. Deixei para o fim, de propósito, a minha paróquia de Seixo de Mira, o seu pároco, o Senhor Cónego Jerónimo, e a minha família. Todos compreendereis a relação profunda que me une à minha paróquia de origem, onde nasci, onde fui baptizado e onde fui educado para a fé. Aí, senti a alegria do Povo de Deus que foi acompanhando a minha caminhada sacerdotal. Para todos muito obrigado. Por último, agradeço à minha família, pais, irmãos, cunhadas madrinha, sobrinhos e sobrinhas netas, tios e tias e demais família que me acompanharam ao longo da minha vida, me ajudaram a ser padre e, certamente, continuarão a ajudar-me a ser Bispo. Permitam-me que apresente um agradecimento muito especial ao meu Padrinho, Padre Aníbal Castelhano, pela sua presença amiga, pelo incentivo próximo e pelo testemunho de vida sacerdotal que sempre me dedicou. Imploro da Santíssima Virgem a protecção maternal e com ela louvo o Senhor pelas maravilhas que realiza em favor do Seu Povo. Rezai por este humilde Lavrador da vinha do Senhor!
|
|
Copyright © CADC. Todos os direitos reservados.
Actualizado em: 30-06 2008.