
Madre Teresa de Calcutá
Excerto do discurso de Madre Teresa de Calcutá nas Nações Unidas por ocasião da “Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento”, realizada no Cairo entre 5 e 13 de Setembro de 1994.
O principal objectivo dos países ocidentais que participaram nessa conferência era o de pressionar os países em desenvolvimento a liberalizar o aborto para combater a superpopulação.
Estou aqui hoje a falar-vos do fundo do coração – a cada uma das pessoas de todas as nações do mundo, às pessoas que têm o poder de tomar grandes decisões bem como a todas as mães, pais e crianças das cidades e aldeias.
Cada um denós está aqui hoje porque fomos amados por Deus que nos criou e pelos nossos pais que nos aceitaram e gostaram suficientemente de nós para nos darem a vida. A vida é o maior dom de Deus. É por isso que me causa tanta mágoa ver o que está a contecer hoje em tantos lugares do mundo: a vida está a serdeliberadamente destruída pela guerra, pela violência e pelo aborto. E nós fomos criados por Deus para propósitos mais elevados: para amarmos e sermos amados.
[...]
Deus criou um mundo suficientemente grande para todas as vidas que ele deseja que nasçam. Só os nossos corações é que não são suficientemente grandes para as desejar e aceitar. Como seria bonito se todo o dinheiro utilizado para encontrar formas de matar pessoas fosse utilizado, em vez disso, para as alimentar, acolher e educar. Temos demasiadas vezes receio dos sacrifícios que devemos fazer. Mas onde há amor, há sempre sacrifício e quando amamos até nos fazer doer, há sempre alegria e paz.
[...]
Eu sinto que o maior destruidor da paz, nos dias de hoje, é o aborto, porque se trata de uma guerra contra a criança, a morte imediata de uma criança inocente, o assassínio pela mão da própria mãe. Se admitirmos que uma mãe possa até matar o seu próprio filho, como é que nós temos autoridade para dizer aos outros que não se matem mutuamente?
Como é que convencemos uma mulher a não abortar? Como sempre, devemos convencê-la com amor e convém lembrarmo-nos de que o amor significa estar disposto a dar até doer. Jesus deu a sua própria vida por nos amar. Assim, a mãe que pensar em abortar deve ser ajudada a amar, isto é, a dar até que afecte os seus planos ou o seu tempo livre, e a respeitar a vida do seu filho. O pai dessa criança, quem quer que ele seja, também deve dar até doer.
Com o aborto, a mãe não aprende a amar, mas mata até o seu próprio filho para resolver os seus problemas. Com o aborto, está-se a dizer ao pai que ele não precisa de assumir qualquer responsabilidade pelo filho que trouxe ao mundo. E é muito provável que esse mesmo pai possa colocar outras mulheres perante a mesma situação difícil. Assim, o aborto conduz a mais abortos. Qualquer país que aceite o aborto não está a ensinar o seu povo a amar, mas ensina-o sim a recorrer a qualquer tipo de violência para alcançar o que pretende. É por isto que o maior destruidor do amor e da paz é o aborto.
Vou-lhes dizer uma coisa bela. Estamos a combater o aborto pela adopção – cuidando da mãe e adoptando a criança. Salvámos milhares de vidas.
[...]
Por favor, não matem o bebé. Eu quero esse bebé. Por favor, dêem-me esse bebé. Estou disposta a receber qualquer bebé que pretendam fazer abortar e a entregá-lo a um casal que o amará e será amado por ele. Só na nossa casa de Calcutá salvámos mais de 3000 crianças de abortos. Estas crianças trouxeram tal amor e alegria aos seus pais adoptivos e, por sua vez, cresceram no meio de tanto amor e alegria.
Outras citações de Madre Teresa:
É uma pobreza decidir que uma criança deva morrer para que os seus pais possam viver segundo os seus caprichos.
Para mim, as nações que legalizaram o aborto são as nações mais pobres.
CAMINHADA PELA VIDA EM LISBOA
DOMINGO, 28 DE JANEIRO DE 2007
IMAGENS DE UMA DIMENSÃO QUE AS TELEVISÕES SE RECUSARAM A MOSTRAR
IMAGENS DA AGÊNCIA REUTERS
(É LAMENTÁVEL TERMOS QUE RECORRER A IMAGENS ESTRANGEIRAS PARA TERMOS UMA NOÇÃO OBJECTIVA DA REALIDADE, MAS ASSIM ESTÁ A NOSSA COMUNICAÇÃO SOCIAL...)
Não soube do mundo
Era tão pequeno
que ninguém o via.
Dormia sereno
enquanto crescia.
Sem falar, pedia
- porque era semente -
ver a luz do dia
como toda a gente.
Não tinha usurpado
a sua morada.
Não tinha pecado.
Não fizera nada.
Foi sacrificado
enquanto dormia,
esterilizado
com toda a mestria.
Antes que a tivesse,
taparam-lhe a boca
- tratado, parece,
qual bicho na toca.
Não soltou vagido.
Não teve amanhã.
Não ouviu "Querido"...
Não disse "Mamã"...
Não sentiu um beijo.
Nunca andou ao colo.
Nunca teve o ensejo
de pisar o solo,
pezito descalço,
andar hesitante,
sorrindo no encalço
do abraço distante.
Nunca foi à escola,
de sacola ao ombro,
nem olhou estrelas
com olhos de assombro.
Crianças iguais
à que ele seria,
não brincou com elas
nem soube que havia.
Não roubou maçãs,
não ouviu os grilos,
não apanhou rãs
nos charcos tranquilos.
Nunca teve um cão,
vadio que fosse,
a lamber-lhe a mão
à espera do doce.
Não soube que há rios
e ventos e espaços.
E invernos e estios.
E mares e sargaços.
E flores e poentes.
E peixes e feras -
as hoje viventes
e as de antigas eras.
Não soube do mundo.
Não viu a magia.
Num breve segundo,
foi neutralizado
com toda a mestria.
Com as alvas batas,
máscaras de entrudo,
técnicas exactas,
mãos de especialistas
negaram-lhe tudo
( o destino inteiro...)
- porque os abortistas
nasceram primeiro.
(Renato de Azevedo)

Imagem tirada no final do primeiro mês de gravidez.
O embrião tem cerca de 1 cm de comprimento.
aos 8 dias (1 semana)
O bebé produz uma hormona, que suprime o período menstrual da mãe. A primeira célula cerebral do bebé aparece.
aos 18 dias
O coração do bebé começa a bater e já se lhe poderia fazer um electrocardiograma (ECG).
aos 20 dias
O coração do bebé está num estado avançado de formação. Os seus olhos começam a formar-se e o seu cérebro, coluna e sistema nervoso estão praticamente completos.
às 4 semanas
Os musculos do bebé desenvolvem-se e os seus braços e pernas já são visíveis. O bébé neste momento está já 10.000 vezes maior que o seu tamanho inicial.
às 5 semanas
O sangue que corre nas veias do bebé é diferente do sangue da mãe. A hipófise forma-se e a sua boca, orelhas e nariz começam a delinear-se.
às 6 semanas
A cartilagem do esqueleto do bebé está completamente formada e começa a ossificar. O cordão umbilical desenvolveu-se. O cérebro do bebé coordena o movimento.
às 7 semanas
Os lábios do bebé são sensíveis ao toque e as suas orelhas têm semelhanças com padrões familiares. Os primeiros neurónios totalmente desenvolvidos (células nervosas) aparecem na medula-espinal, começando a construção do tronco cerebral, que é uma parte importante do cérebro (porque regula as funções vitais). É nesta altura que os cientistas registam a primeira actividade cerebral.
às 8 semanas
O bebé está bem proporcionado, com cerca de 35 gramas e 4 cm. Todos os órgãos estão presentes, completos e a funcionar (excepto os pulmões). O coração bate. O estômago produz sucos gástricos. O fígado fabrica células sanguíneas. Os rins estão a funcionar. O gosto começa a formar-se. O estímulo do som de palmas leva o bebé a movimentar os braços. Das 45 gerações de duplicações celulares que terão lugar até à idade madura, 2/3 já ocorreram. O bebé tem agora cerca de um bilião de células. Tem, também, mais informação genética do que todas as palavras pronunciadas por todos os seres que alguma vez viveram desde o princípio da espécie humana.
às 9 semanas
O bebé fechará as mãos à volta de um objecto posto na sua mão. As unhas estão a formar-se e chucha nos polegares.
às 10 semanas
O corpo do bebé é sensível ao toque. Faz caretas e abre e fecha os olhos.