
Publicações sobre o aborto nos ESTUDOS
Como órgão do CADC, os Estudos incorporam-se convictamente nesse bom combate cristão pela causa da Vida. A forma como agora o fazem – dando aliás coerente sequência, própria da Igreja militante, ao precedente espaço consagrado ao debate teórico-científico sobre as origens da vida – releva do cuidado de acompanhar as manifestações presentes de cada problemática.
Apresentamos aqui alguns textos de referência sobre a matéria publicados na Revista ESTUDOS:
1. Meditação sobre a vida – Nota Pastoral da Conferência Episcopal (5 de Março de 2004). Publicada na Revista ESTUDOS NS 2 (Junho de 2004).
2. Descriminalização do aborto? Por Cristina Líbano Monteiro. Publicado na Revista ESTUDOS NS 2 (Junho de 2004). Leia em formato pdf 
3. “Mais Vida Mais Família” – Memória e mágoa de uma missão Por Tiago Afonso Lopes de Miranda. Publicado na Revista ESTUDOS NS 2 (Junho de 2004).
4. Santa Gianna Beretta Molla (1922-1962). Medicina e Maternidade amoris causa. Por Margarida Miranda e Isaías A. Hipólito. Publicado na Revista ESTUDOS NS 3 (Dezembro de 2004).
5. Pela Vida, contra o Aborto. Respostas e Argumentos. Por Pedro Vaz Patto. Publicado na Revista ESTUDOS NS 4 (Junho de 2005).
6. A Vida Humana em Questão. Por Henrique Vilaça Ramos. Publicado na Revista ESTUDOS NS 6 (Junho de 2006). Leia em formato pdf 
7. O Aborto e as suas Vítimas. Por Pedro Vaz Patto. Publicado na Revista ESTUDOS NS 6 (Junho de 2006). Leia em formato pdf 
8. Sobre o Aborto: Algumas Questões em Tempos de Referendo. Por João Carlos Loureiro. Publicado na Revista ESTUDOS NS 6 (Junho de 2006). Leia em formato pdf 
CAMINHADA PELA VIDA EM LISBOA
DOMINGO, 28 DE JANEIRO DE 2007
IMAGENS DE UMA DIMENSÃO QUE AS TELEVISÕES SE RECUSARAM A MOSTRAR
IMAGENS DA AGÊNCIA REUTERS
(É LAMENTÁVEL TERMOS QUE RECORRER A IMAGENS ESTRANGEIRAS PARA TERMOS UMA NOÇÃO OBJECTIVA DA REALIDADE, MAS ASSIM ESTÁ A NOSSA COMUNICAÇÃO SOCIAL...)
Não soube do mundo
Era tão pequeno
que ninguém o via.
Dormia sereno
enquanto crescia.
Sem falar, pedia
- porque era semente -
ver a luz do dia
como toda a gente.
Não tinha usurpado
a sua morada.
Não tinha pecado.
Não fizera nada.
Foi sacrificado
enquanto dormia,
esterilizado
com toda a mestria.
Antes que a tivesse,
taparam-lhe a boca
- tratado, parece,
qual bicho na toca.
Não soltou vagido.
Não teve amanhã.
Não ouviu "Querido"...
Não disse "Mamã"...
Não sentiu um beijo.
Nunca andou ao colo.
Nunca teve o ensejo
de pisar o solo,
pezito descalço,
andar hesitante,
sorrindo no encalço
do abraço distante.
Nunca foi à escola,
de sacola ao ombro,
nem olhou estrelas
com olhos de assombro.
Crianças iguais
à que ele seria,
não brincou com elas
nem soube que havia.
Não roubou maçãs,
não ouviu os grilos,
não apanhou rãs
nos charcos tranquilos.
Nunca teve um cão,
vadio que fosse,
a lamber-lhe a mão
à espera do doce.
Não soube que há rios
e ventos e espaços.
E invernos e estios.
E mares e sargaços.
E flores e poentes.
E peixes e feras -
as hoje viventes
e as de antigas eras.
Não soube do mundo.
Não viu a magia.
Num breve segundo,
foi neutralizado
com toda a mestria.
Com as alvas batas,
máscaras de entrudo,
técnicas exactas,
mãos de especialistas
negaram-lhe tudo
( o destino inteiro...)
- porque os abortistas
nasceram primeiro.
(Renato de Azevedo)

Imagem tirada no final do primeiro mês de gravidez.
O embrião tem cerca de 1 cm de comprimento.
aos 8 dias (1 semana)
O bebé produz uma hormona, que suprime o período menstrual da mãe. A primeira célula cerebral do bebé aparece.
aos 18 dias
O coração do bebé começa a bater e já se lhe poderia fazer um electrocardiograma (ECG).
aos 20 dias
O coração do bebé está num estado avançado de formação. Os seus olhos começam a formar-se e o seu cérebro, coluna e sistema nervoso estão praticamente completos.
às 4 semanas
Os musculos do bebé desenvolvem-se e os seus braços e pernas já são visíveis. O bébé neste momento está já 10.000 vezes maior que o seu tamanho inicial.
às 5 semanas
O sangue que corre nas veias do bebé é diferente do sangue da mãe. A hipófise forma-se e a sua boca, orelhas e nariz começam a delinear-se.
às 6 semanas
A cartilagem do esqueleto do bebé está completamente formada e começa a ossificar. O cordão umbilical desenvolveu-se. O cérebro do bebé coordena o movimento.
às 7 semanas
Os lábios do bebé são sensíveis ao toque e as suas orelhas têm semelhanças com padrões familiares. Os primeiros neurónios totalmente desenvolvidos (células nervosas) aparecem na medula-espinal, começando a construção do tronco cerebral, que é uma parte importante do cérebro (porque regula as funções vitais). É nesta altura que os cientistas registam a primeira actividade cerebral.
às 8 semanas
O bebé está bem proporcionado, com cerca de 35 gramas e 4 cm. Todos os órgãos estão presentes, completos e a funcionar (excepto os pulmões). O coração bate. O estômago produz sucos gástricos. O fígado fabrica células sanguíneas. Os rins estão a funcionar. O gosto começa a formar-se. O estímulo do som de palmas leva o bebé a movimentar os braços. Das 45 gerações de duplicações celulares que terão lugar até à idade madura, 2/3 já ocorreram. O bebé tem agora cerca de um bilião de células. Tem, também, mais informação genética do que todas as palavras pronunciadas por todos os seres que alguma vez viveram desde o princípio da espécie humana.
às 9 semanas
O bebé fechará as mãos à volta de um objecto posto na sua mão. As unhas estão a formar-se e chucha nos polegares.
às 10 semanas
O corpo do bebé é sensível ao toque. Faz caretas e abre e fecha os olhos.